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Segundo a Organização Mundial de Saúde qualidade de vida é a percepção do indivíduo acerca da sua posição na vida, no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações. Todos esses aspectos relacionados à saúde não podem estar desvinculados de outras dimensões da vida como, por exemplo, dos papéis e da interação social, das relações econômicas, culturais, políticas e espirituais que são afetados quando se chega a terceira idade com Incontinência Urinária.

O processo de envelhecimento, embora fisiológico, é permeado por maior vulnerabilidade às doenças, as quais podem interferir na autonomia , na mobilidade, na destreza manual, na lucidez e na capacidade funcional das vias
urinárias inferiores e da bexiga, favorecendo a incontinência urinária que é definida como “qualquer perda involuntária de urina”, que é muito comum entre idosos. Esta é uma situação de maior prevalência no idoso, porém não é inerente ao envelhecimento. Ou seja, não significa que porque estamos envelhecendo que seja natural sermos incontinentes e este é um grande mito que tem que acabar com a informação correta  a população.

Há evidências de que quem esta na terceira idade e esta incontinente experimenta um sentimento de solidão, tristeza e depressão mais expressivos que os continentes e que a influência na qualidade de vida varia de acordo com o tipo de incontinência e com a percepção individual do problema.

Estudos investigaram o impacto da incontinência urinária na qualidade de vida
de idosos e concluíram que os incontinentes apresentavam-se mais deprimidos e percebiam pior sua qualidade de vida que os continentes.

É importante reafirmar que a incontinência não faz parte do processo natural de envelhecimento humano, embora ainda muitas pessoas acreditem nesta ideia.  A incontinência gera, além de problemas de higiene, situações de constrangimento,
isolamento social. Muitos indivíduos incontinentes não relatam o problema aos profissionais da saúde nem aos familiares, por sentirem vergonha de fazê-lo, e não conhecerem as formas de tratamento, que incluem cirurgias, medicamentos e fisioterapia.
A fisioterapia é uma técnica moderna para o tratamento da incontinência. Utilizando recursos como a cinesioterapia para o assoalho pélvico, a eletroestimulação, o biofeedback, entre outros, obtêm-se resultados muitos satisfatórios, amenizando os sintomas e até mesmo curando as perdas urinárias que explicarei melhor abaixo.

Quando o problema começa, primeiro vem o medo de ocorrerem perdas urinárias em público, os idosos desistem de atividades esportivas ou de outras atividades que possam revelar seu problema; sentem-se tão deprimidos, angustiados, humilhados para falar sobre o problema e geralmente procuram auxílio somente quando a incontinência está comprometendo sua qualidade de vida severamente.

Não falar e não procurar o tratamento correto para a Incontinência Urinária é ficar depende das fraldas e aumentar o risco de ter infecções do trato urinário,é facilitar a formação de escaras, é interromper o sono e facilitar as quedas. Essa informação é muito importante tanto para o idoso quanto para os seus familiares! Dados confirmam que apenas uma entre dez mulheres procurará os cuidados profissionais para a incontinência. As vezes, procuram auxílio depois de muitos anos de já terem as perdas.

Estima-se que 85% dos que sofrem de incontinência podem ser totalmente curados; outros 10% podem ter melhora significativa e os 5% restantes podem levar uma vida mais confortável.

Há técnicas cirúrgicas que são desenvolvidas para cada tipo de incontinência urinária, sendo indicadas em casos mais graves; e devendo ser associadas a sessões de fisioterapia uroginecológica. A terapia deve atuar no pré e pós-operatório nos casos cirúrgicos.

O tratamento conservador deve ser a primeira linha de tratamento. Na fisioterapia utilizando-se de recursos como o fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico, onde as contrações voluntárias na musculatura do períneo conferem maior estabilidade a uretra evitando as perdas mesmo sobre aumento da pressão intra abdominal (tossir, rir etc). A eletroestimulação que pode ser utilizada tanto no aprendizado da contração perineal quanto para os casos que ocorre concomitantemente a bexiga hiperativa (vontade imperativa de urinar que não pode ser protelada). Biofeedback  que são aparelhos que emitem sinais visuais ou sonoros em resposta à contração muscular, cones vaginais, técnicas proprioceptivas e reeducação manual. O  paciente será reeducado no sentido da utilização do seu Assoalho Pélvico, aprendo a contrair nos momentos certos evitando assim situações de perda. A fisioterapia tem apresentado excelentes
resultados no tratamento e na cura da incontinência urinária na terceira idade!

Se fala na incontinência urinária na terceira idade como uma “epidemia silenciosa”, pois as pessoas que sofrem do problema tentam ocultá-lo pelo maior tempo possível, sofrendo silenciosamente. A falta de informações sobre o problema da incontinência é grave porque comumente as pessoas acreditam que faça parte do processo natural de envelhecimento; por
isso, adiam a procura por um serviço especializado para o tratamento.
Sabe-se que a incontinência não faz parte do envelhecimento, ideia errônea
encontrada em muitas pessoas que perdem urina; o que ocorre com o passar
dos anos são mudanças funcionais e estruturais no sistema urinário que podem predispor à incontinência. Se deve sempre buscar a melhora da qualidade de vida. Viver uma vida longa e plena é possível.

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