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O que está por trás da Incontinência Urinária?

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Um dos casos mais comuns tratados pela fisioterapia pélvica é a Incontinência Urinária. Muitos fatores podem influenciar o surgimento do problema, entre eles: comprometimento da musculatura dos esfíncteres ou do assoalho pélvico, gravidez e parto, obesidade, menopausa, constipação, doenças neurológicas, problemas de próstata e tosse crônica. Se você está passando por esta situação, consulte um […]

Sexo pós-gestação

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É comum as mulheres sentirem dor na relação sexual depois do parto, mesmo quando já estão liberadas pelo médico. A fisioterapeuta pélvica Cristiane Carboni fala sobre o tratamento que ajuda a recuperar a elasticidade e sensibilidade na região. Para mais informações ligue (51) 33748217 ou acesse http://mundodoassoalhopelvico.com/.

Cistite intersticial-Uma dor incompreendida

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A abordagem nesta patologia tem que ser dirigida ao ser em sua inteireza. O terapeuta que acompanha este corpo que somos deve manter unido os aspectos físicos e psicológicos e nunca deve esquecer que quando se toca o corpo ali contém seus entraves, dificuldades e toda memória de sua existência!

O diagnóstico e o tratamento da cistite intersticial (CI) muitas vezes frustram médicos, pacientes e demais membros da equipe de saúde. É uma doença vesical caracterizada pela freqüência miccional, urgência e dor pélvica. A CI começou a ser descrita em 1915, e, até recentemente, tem sido uma patologia obscura, que causa danos importantes na qualidade de vida do paciente.

[caption id="" align="alignnone" width="540"]Image Indivíduos com essa patologia relatam que o estresse do dia-a-dia propicia o surgimento e agravamento da enfermidade. A procura por ajuda e diagnóstico médico é incansável e muitos pacientes sofrem até que o diagnóstico seja feito e o tratamento indicado.[/caption]

Embora seja dominante em mulheres,atualmente, muitos homens exibem sinais e sintomas de CI. Existem evidências que homens tratados de “prostatite crônica não bacteriana”, apresentam dados sugestivos de CI e respondem favoravelmente ao tratamento padrão para esta doença. 

A dificuldade em se diagnosticar a cistite intersticial reside no fato de ser efetuada por exclusão e poucos exames subsidiários refletem, ou apontam seguramente a patologia, ou permitem monitorar sua progressão. A causa é incerta mesmo com um século de estudo.

Não é raro estes pacientes serem medicados com antibióticos, por causa da queixa de dor, mesmo com urocultura negativa e não apresentarem melhora dos sintomas persistentes. Além disso, um número expressivo de indivíduos com CI são subdiagnosticados e seguidos por anos sem um tratamento direcionado.

Os piores escores de qualidade de vida estão relacionados com estes pacientes, seguidos por pacientes submetidos a hemodiálise e neoplasias. 


Pesquisas demonstraram que 60% destes pacientes se queixavam de dor durante a atividade sexual e em alguns a queixa era tão severa que os conduzia a abstinência, ao isolamento social, absenteísmo escolar e a perda de emprego.

Na clínica escuto queixas de picos de dor em jovens antes de provas, quando brigam com o parceiro (a), quando há uma mudança muito grande. Como exemplo lembro de um rapaz por volta dos seus 30 anos, Inglês, que foi morar na Guatemala e na passagem aqui por Porto Alegre se consultou comigo e os sintomas aviam começado após a mudança de país. Alguns médicos indicam a seus pacienteas a fazerem uma dieta muito restrita, sem álcool, temperos, café etc. Alguns pacientes são sensíveis a vários alimentos, o efeito de alimentos nos sintomas é variável e alguns alimentos apresentam forte evidência em seu caráter irritativo sob a mucosa vesical como no caso da bexiga hiperativa que á falamos anteriormente.

O equilíbrio de ingesta hídrica também é a chave para o controle das crises. Há pacientes que restringem o seu consumo e há alguns que consumem em excesso. em torno de 1,5 a 2l seria o ideal. A velha dica de fazer "banhos de assento" também pode auxiliar muito nos períodos que se esta em crise.

Pouca coisa se pode afirmar sobre o tratamento. Porém, na minha experiência clínica o que tenho visto é que todos estes pacientes possuem uma musculatura perineal muito tensa. E quando aprendem a relaxar e a ter mais consciência perineal os sintomas melhoram. Utilizo de treinamento da musculatura do assoalho pélvico, biofeedback (onde o paciente pode visualizar os movimentos perineais através de um gráfico no computador e eletroterapia). E aos poucos retornam a consumir os alimentos "irritativos" sem causar crises de dor. Além disso os pacientes relatam melhora da atividade sexual.

As massagens perineais feitas por fisioterapeutas especializados nesta área também são uma opção de tratamento. Esse procedimento visa reduzir a tensão dos grupos musculares que compõe esses órgãos e permite relaxar e obter novamente a função normal desses músculos.