Tratamentos

Dor pélvica Crônica masculina

A prostatite crônica é muitas vezes atribuída a algum tipo de infecção da próstata e tratada apenas com antibióticos, hoje sabemos que essa relação é mais complexa e na grande maioria dos casos é mais adequado referir-se à prostatite como uma síndrome de dor pélvica crônica por tratar-se de vários fatores que se relacionam entre si. As prostatites causadas por infecção correspondem a aproximadamente 5 a 10% de todos os casos, incluindo prostatites agudas e crônicas. Esse novo conceito exclui a próstata como único fator que possa causar os sintomas relacionados a dor.

Homens com dor pélvica crônica apresentam um declínio importante na qualidade de vida com impacto semelhante a outras condições debilitantes. Alguns estudos demonstraram que aumento de peso, sinusites, ansiedade e depressão, são muito mais comuns nesses homens.

A dor pélvica crônica masculina é definida como dor crônica, pressão ou desconforto localizados na pélvis, períneo, ou órgãos genitais, não sendo originada por causas facilmente explicáveis como por exemplo: infeção, neoplasia, ou descartando outras patologias. Os sintomas mais comuns incluem dor ou desconforto no períneo, região suprapúbica, pênis, testículos, disúria (dor ao urinar), fluxo urinário lento e intermitente e dor na ejaculação. A disfunção sexual pode ser comum. Alguns outros sintomas também podem ocorrer como: dores musculares e fadiga inexplicável. A síndrome é normalmente diagnosticada em jovens, mas é prevalente em todas as idades.

A história clínica deve ser meticulosa, bem como o exame físico e laboratorial devem excluir fatores suscetíveis de criar confusão no diagnóstico.

O tratamento deve ser multimodal e personalizado de acordo com o fenótipo clínico do paciente. O impacto da dor e o seu tratamento sobre a função sexual, deve ser avaliado e tratado. A medida conservadora indicada deve ser a fisioterapia pélvica que irá reestabelecer a função muscular do indivíduo promovendo mudanças comportamentais, posturais e alívio da dor. A fisioterapeuta irá indicar como se deverá retornar as atividades físicas e o paciente deve ser acompanhado por algum tempo após a alta afim de evitar recidivas. Dentre as técnicas estão:  terapia manual, biofeedback negativo, alongamentos, exercícios de baixo impacto entre outras. Os músculos perineais, o psoas, e o piriforme costumam estar com contraturas severas e rígidos neste pacientes.